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Medvedev equipara US Open de 2019 com de 2021
24/12/2021 às 13h42

Moscou (Rússia) - O russo Daniil Medvedev tem no US Open um Grand Slam especial para ele, uma vez que foi lá em Nova York que o atual número 2 do mundo disputou pela primeira vez uma final de Grand Slam e onde acabou conquistando seu primeiro título deste porte, vencendo o sérvio Novak Djokovic na final deste ano. Ao comentar o significado deste triunfo em 2021, o tenista de Moscou equiparou seu desempenho nas duas campanhas, apesar do resultado diferente.

“É difícil, para mim, estabelecer se a versão do jogo que me permitiu vencer o torneio foi melhor do que a de 2019 ou mesmo aquela com a qual ganhei o ATP Finals de 2020. Mas não há dúvida de que a final contra Djokovic deste ano foi a partida mais importante da minha carreira. Sinto que chegar lá faz parte de um processo no qual venho ganhando experiência, aprendendo com as derrotas e buscando o meu próprio estilo”, disse o russo em entrevista ao Sport Express.

Com um alguns desentendimentos em seu histórico com o público, Medvedev garantiu que prefere ser aplaudido do que vaiado. “Sei que houve momentos em que poderia ter um comportamento melhor, mas as pessoas percebem que sou um jogador de tênis real e genuíno e que não estou tentando enganar ninguém. Não há nada de falso em mim e meu sentimento é o que mostro e por isso que muitas pessoas gostam de mim, porque sabem que sempre ofereço a verdade”.

Medvedev lamentou o desempenho nos Jogos Olímpicos de Tóquio, de onde saiu sem medalha. “O problema é que o torneio foi logo após as temporadas de saibro e grama, o que me obrigou a reconstruir meu jogo e me adaptar a condições que não me beneficiavam em nada, como as que vivemos lá. As coisas simplesmente não funcionaram, mas eu senti que fiz o meu melhor na época”, observou o russo de 25 anos.

Campeão da ATP Cup e da Copa Davis em 2021, ele não escapou de comparar os dois eventos. “Gosto das duas competições, talvez a primeira tenha a vantagem de dar pontos no ranking, mas também é um torneio preparatório para um Grand Slam e há outros eventos simultaneamente. Não posso comparar o novo formato da Davis com o antigo porque quase não joguei antes, mas devo dizer que gosto muito desse formato e as emoções que experimentei este ano foram incríveis”, analisou o russo.

Por fim, Medvedev também falou sobre a mudança de geração que o tênis masculino tem presenciado. “A história é cíclica e essa vertigem para o futuro já existia quando Becker e Lendl chegaram ao fim de suas carreiras e depois com Sampras e Agassi. Novos campeões sempre chegam e desta vez será a mesma coisa. Por mais incríveis que Djokovic, Federer e Nadal sejam, outros jogadores surgirão e manterão a emoção no tênis”.

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