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Eliminado, Zverev diz que jogou mal a semana toda
23/01/2022 às 10h38

Superado por Shapovalov, Zverev perdeu mais uma chance de conquistar seu primeiro Grand Slam

Foto: Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Eliminado ainda nas oitavas de final do Australian Open, Alexander Zverev perdeu mais uma chance de conquistar seu tão sonhado primeiro título de Grand Slam. Apesar de ter passado pelas três primeiras rodadas sem perder sets, diante de Daniel Altmaier, John Millman e Radu Albot, o número 3 do mundo acredita que jogou mal a semana inteira e que seu nível de tênis apresentado no torneio foi insuficiente para superar o canadense Denis Shapovalov neste domingo.

"Eu não achava que estivesse jogando bem. E para ser honesto, joguei mal a semana inteira", disse Zverev após a derrota por 6/3, 7/6 (7-3) e 6/3 para Shapovalov. "Exceto contra John Millman, talvez eu tenha feito uma boa partida naquele dia, mas as outras duas também não foram ótimas. Para ser honesto, não há muito que eu possa dizer ou tirar de positivo do jogo de hoje. Talvez desde Wimbledon, é uma das piores partidas que eu joguei".

Uma boa campanha em Melbourne poderia colocar Zverev em condições de disputar a liderança do ranking. Especialmente porque o atual número 1 do mundo Novak Djokovic, vencedor no ano passado, não disputou o torneio e vai perder 2 mil pontos na ATP. "Tenho que fazer melhor. Eu vim aqui com o objetivo de vencer, e talvez me tornar o número 1 e tudo mais. Mas se eu jogar assim, eu não mereço. Simples assim. Acho que depois de uma partida como essa, é muito bobo falar sobre número 1. Acho que preciso me entender primeiro".

Este foi o sétimo encontro entre Zverev e Shapovalov no circuito, com a terceira vitória do canadense. E vale destacar que Shapovalov venceu três dos últimos quatro jogos entre eles. "Eu dou crédito a Denis. É incrível que ele esteja nas quartas. Acho que ele merece. Ele tem feito um ótimo trabalho e melhorou seu jogo".

"Mas eu tenho que olhar para mim também. Hoje foi horrível da minha parte. Não é culpa de mais ninguém. Não é culpa do treinador, não é culpa do meu time, não é culpa de mais ninguém. É puramente minha", afirma o alemão de 24 anos. "No final das contas, como número 3 do mundo, tenho que assumir a responsabilidade pelas coisas que eu faço. Hoje não foi bom o suficiente para vencer alguém como Denis".

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