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Mouratoglou visita Paraisópolis e dá aula a crianças
16/03/2022 às 23h28

São Paulo (SP) - Patrick Mouratoglou, um dos mais renomados treinadores de tênis do mundo, técnico de Serena Williams, dona de 23 títulos de Grand Slam, viveu um dia diferente nesta quarta-feira. De passagem por São Paulo, ele visitou a comunidade de Paraisópolis, uma das maiores da capital paulista, e na sequência deu clínica para crianças do projeto social Instituto Primeiro Serviço, na Academia Paulistana.

O treinador conheceu o projeto no fim do ano passado durante evento na capital paulista e fez questão de marcar a visita quando retornasse. Ele foi na casa do atleta do projeto Fabrício do Nascimento, subiu na laje e se encantou com o visual e o modo de viver na comunidade. Ainda bateu papo com os alunos Marcos Salomão e Ytalo Dias.

Na sequência, o francês foi para a Academia Paulistana onde entrou aplaudido pelas cerca de 50 crianças e adolescentes do projeto, interagiu com a filósofa e escritora premiada Djamila Ribeiro, que fez um discurso de abertura, falou com os meninos e meninas pelo microfone, pegou sua raqueteira, deu a clínica nas quatro quadras e fez questão de dar dicas para os alunos.

"Conheci o projeto quando vim a São Paulo meses atrás. Passei a conhecer toda a história por trás, uma história fantástica de crianças que merecem ajuda e amam o tênis e o Instituto dá a chance de vida. O esporte é o canal para elas viverem seus sonhos e o Instituto as ajuda a praticarem o esporte, se desenvolverem e usá-lo para construírem algo para a vida delas", disse Mouratoglou. "Todas essas crianças têm potencial. Se elas serão estrelas ou não, não sabemos. É uma questão de as pessoas ajudarem-nas a desenvolverem seus potenciais. Não ligo se estou com a Serena ou com as crianças aqui, para mim é a mesma coisa, faço o mesmo trabalho", completou.

Ytalo Dias, morador de Paraisópolis, ficou um pouco nervoso, mas gostou de conhecer Patrick, que lhe deu umas dicas de jogo. "Foi uma experiência muito boa, ele falou para eu entrar um pouco mais na bola, bater mais à frente, atacar um pouco mais ela. É uma honra receber orientação de um cara como ele, que treina os melhores do mundo. Fiquei um pouco nervoso, mas ele é tranquilo, passa uma segurança para gente", disse.

"Conseguimos alcançar nosso objetivo que era mostrar que jovens de realidades tão distintas podem e devem conviver. Tivemos crianças de várias classes sociais que se misturaram junto ao Patrick, bateram bola, escutaram e aprenderam. E certamente ele também aprendeu um pouco mais sobre nossa cultura. Dava para ver a felicidade e brilho nos olhos quando ele entrou na casa do Fabrício e pode experimentar um pouco como é o dia de uma pessoa de uma comunidade", comentou Fabiana Freitas, organizadora do Primeiro Serviço.

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