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Antes da semi, Osaka relembra 1º duelo com Bencic
30/03/2022 às 19h42

Osaka tem apenas uma vitória em quatro jogos contra Bencic, conquistada em 2013

Foto: Jimmie48/WTA

Miami (EUA) - Semifinalista do WTA 1000 de Miami, Naomi Osaka reencontra a suíça Belinda Bencic nesta quinta-feira. A partida está marcada para às 16h (de Brasília). As duas jogadoras nascidas em 1997 já se enfrentaram quatro vezes no circuito, com três vitórias da suíça e uma da japonesa. O único triunfo de Osaka aconteceu ainda em 2013, no primeiro confronto entre elas, quando estavam na fase de transição do juvenil para o profissional. O encontro aconteceu em um ITF W25 em Pelham, nos Estados Unidos.

"Eu me lembro de todo mundo falando sobre ela, porque era uma juvenil muito boa", disse Osaka, durante a entrevista coletiva. "As outras jogadoras no torneio já falavam sobre ela, porque ela já havia vencido Wimbledon juvenil naquele ano. Ela já era muito profissional e fazia um monte de coisas acontecendo que eu nem conseguia compreender. Já se aquecia adequadamente e já tinha um patrocínio da Adidas. Eu achava muito legal ela já ter tudo isso com a minha idade".

"Quando eu era mais jovem, eu me inspirava nela, Konjuh, Ostapenko e Kasatkina. Todas nós tínhamos a mesma idade, então espero que de alguma forma que uma tenha ajudado a outra a evoluir", acrescentou a jogadora de 24 anos, ex-número 1 do mundo, e vencedora de quatro títulos de Grand Slam.

Os três últimos encontros foram disputados em 2019, com vitórias de Bencic em Indian Wells, Madri e US Open. "Ela é uma tenista muito boa, ganhou o ouro em Tóquio, que é um torneio que eu queria muito vencer. Ela está bem no ranking por uma razão", afirmou a japonesa sobre a ex-top 10 e atual 28ª colocada. "Acho que minha mentalidade foi uma parte muito importante das minhas derrotas naquela época. Espero estar melhor, porque sinto que trabalhei nisso, e que o jogo seja decidido pelo nível de tênis".

Depois de passar por Astra Sharma, Angelique Kerber e Alison Riske nas fases iniciais, Osaka teve grande atuação na partida das quartas de final. Ela disparou 13 aces e não enfrentou break-points contra a norte-americana Danielle Collins, número 11 do mundo. "Sinto que sou o tipo de pessoa que joga melhor quando faz muitas partidas consecutivas. Isso me beneficia muito. De certa forma, é bom que eu não tenha um bom ranking nesse momento, porque eu posso jogar as partidas que eu preciso", acrescenta a atual 77ª do ranking, que não é cabeça de chave em Miami.

"Depois da Austrália, eu estava treinando muito duro todos os dias. Eu sou o tipo de pessoa que nunca posta essas coisas, mas tenho treinado muito duro todos os dias. Fui para Indian Wells com a intenção de me sair muito bem, não consegui. Mas Wim [Fissette, seu técnico] me disse que eu estava jogando muito bem, apesar de não ter conseguir os resultados para respaldar isso", afirmou Osaka, que também explicou porque não gosta de divulgar vídeos dos seus treinos. "Sinto que o mundo do tênis é muito pequeno e que as pessoas assistem e analisam o que você publica, técnicos e jogadoras realmente discutem isso. Então, se eu postar vídeos de treinamentos, acho que as pessoas vão ver o que estou fazendo".

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