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Pigossi encerra seu melhor WTA com vice em Bogotá
10/04/2022 às 15h44

Pigossi veio do quali em Bogotá e venceu seis jogos durante a semana

Foto: Copa Colsanitas

Bogotá (Colômbia) - A melhor semana de Laura Pigossi em torneio da elite do circuito terminou neste domingo com o vice-campeonato do WTA 250 de Bogotá. Vinda do quali, Pigossi venceu seis jogos seguidos nas quadras de saibro da capital colombiana, mas foi superada na final pela experiente alemã de 34 anos Tatjana Maria, com parciais de 6/3, 4/6 e 6/2 em 2h30 de partida.

Durante a semana em Bogotá, Pigossi conseguiu sua primeira vitória contra top 100 ao eliminar a 90ª do ranking Harmony Tan na primeira rodada. Aquele jogo também marcou um triunfo inédito para a paulista de 27 anos em um WTA 250, depois de ter caído nas estreias do Rio de Janeiro em 2014 de Florianópolis em 2016. Ela também eliminou a ex-top 30 Dayana Yastremska nas quartas, salvando três match-points, e derrotou a colombiana Camila Osorio, número 33 do mundo e atual campeã, na semifinal.

A ótima campanha na Colômbia também rende um salto de quase cem posições no ranking para Pigossi. A atual número 2 do Brasil iniciou a semana no 212º lugar do ranking e vai receber 198 pontos, 18 pelo quali e mais 180 das vitórias na chave principal. Com isso, ela supera seu recorde pessoal, que era a 185ª posição, e vai se firmar entre as 130 melhores do mundo.

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Ela também tentava se tornar a quarta brasileira a vencer um torneio desse nível, juntando-se a Maria Esther Bueno, Niege Dias e Teliana Pereira. A última tenista do país a jogar uma final de WTA havia sido Beatriz Haddad Maia, nas quadras duras de Seul em 2017.

Tatjana Maria é ex-top 50 e mãe de duas meninas

Algoz de Laura Pigossi na decisão, a alemã Tatjana Maria venceu seu segundo título no circuito. O primeiro havia sido conquistado na grama de Mallorca em 2018. Ex-top 50, a alemã está com 34 anos e ocupa atualmente o 237º lugar. Ela se tornou mãe da pequena Cecilia em abril do ano passado, e tem uma filha mais velha, Charlotte, de oito anos.

"Queria parabenizar à Laura pela semana incrível e desejo o melhor para ela no futuro", disse Maria, na cerimônia de premiação. "Agradeço a todos no torneio e acho que tive os melhores 10 dias da minha vida, eu me senti em casa. Foi muito bom poder contar com meu marido e minhas filhas. Significa muito para mim ser campeã diante da minha família e com as minhas filhas aqui".

Assim como a brasileira, Maria também veio do quali em Bogotá. A última final entre duas tenistas vindas do qualificatório em um torneio de primeira linha havia acontecido no início do ano passado em Lyon.

Pigossi precisou lidar com os frequentes slices da rival
O primeiro set da partida foi um teste de paciência para Laura Pigossi, que precisava lidar com os frequentes slices que Maria usava, inclusive com o forehand. A brasileira precisou ter um pouco mais de iniciativa nos pontos e cometeu mais erros que sua adversária, 7 contra 2. A alemã sacou muito bem e não enfrentou break-points na parcial, além de aproveitar a única chance de quebra no primeiro set. Maria fez 5 a 4 em winners no set.

O roteiro do segundo set vinha muito parecido com o da parcial anterior, até que Pigossi conseguisse finalmente pressionar o saque de sua adversária. Ela aproveitou a chance de quebra e fez 4/2. Na sequência, já era possível ver Maria tentando mudar um pouco a dinâmica da partida e buscando a definição alguns pontos com o forehand. Os slices ficavam mais restritos ao revés. Quando vencia por 5/3, Pigossi sacou para fechar a parcial, teve um set-point, mas acabou permitindo a quebra na terceira chance da rival no game. Mas logo depois, Pigossi voltaria a quebrar para empatar a partida.

A parcial decisiva começou com games longos e oportunidades para os dois lados. Pigossi teve dois break-points e salvou outros quatro antes de sofrer a quebra que permitiu a Maria abrir 3/1 no placar. Além disso, a brasileira pediu atendimento para tratar de um problema na panturrilha direita. Apesar de ainda disputar games longos no saque, Maria não enfrentaria mais nenhum break-point no jogo, enquanto Pigossi sofreu uma nova quebra no penúltimo game da partida. Restou à alemã confirmar novamente o saque na sequência.

Pigossi liderou a estatística de winners da partida por 23 a 19, mas cometeu 30 erros não-forçados contra apenas 13 da rival. Tatjana Maria criou 12 break-points no jogo e conseguiu quatro quebras, enquanto a brasileira quebrou duas vezes em cinco oportunidades.

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