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Iga: 'Estou tão bem aqui quanto em outros torneios'
26/05/2022 às 20h25

Invicta há 30 jogos, a número 1 do mundo mantém o mesmo nível de concentração de outros torneios

Foto: Jimmie48/WTA

Paris (França) - Principal favorita ao título de Roland Garros, Iga Swiatek comemora o fato de jogar um Grand Slam com o mesmo nível de concentração que vinha mostrando nos últimos torneios. A número 1 do mundo está invicta há 30 jogos e já conquistou cinco torneios seguidos antes de chegar a Paris. A polonesa de 20 anos tenta recuperar o troféu do Grand Slam francês, que conquistou pela primeira vez em 2020.

"Estou muito feliz por ter feito uma partida sólida e continuar o que fiz nos outros torneios. Estou muito feliz por ainda poder jogar aqui e jogar como qualquer outro torneio e esse de foco", disse Swiatek, após a vitória por 6/0 e 6/2 sobre a norte-americana Alison Riske nesta quinta-feira em Paris. "Vencer todas essas partidas me deu muita confiança, mas também sabia que isso poderia realmente me pressionar se eu não me preparasse bem".

"Sinto que estou usando minha nova posição para colocar mais pressão sobre minhas adversárias. Estou muito feliz por poder usar de uma maneira que seja realmente útil. Sim, sinto que minha confiança está melhor", acrescenta a polonesa, que agora enfrenta a montenegrina Danka Kovinic. "Mas eu só sei quantas partidas seguidas eu venci, porque vocês ficam me lembrando, basicamente. Eu não penso nos números, apenas tento rever esses jogos e pensar neles para obter experiência".

A líder do ranking também se prepara psicologicamente para o dia em que perder um jogo depois de uma invencibilidade tão longa. Ela viaja o circuito acompanhada da psicóloga Daria Abramowicz. "Estou pronta para isso, honestamente. Com certeza, vou chegar a um ponto em que vou perder uma partida e isso é bem normal. As coisas que estamos fazendo agora são extraordinárias, mas sei que no tênis apenas uma pessoa vence no final. Eu vou ficar bem com isso. Com certeza não é divertido perder, mas acho que não seria diferente de qualquer outra derrota que eu tive na minha carreira".

Um dos fatores para a excelente fase de Swiatek foi trazer elementos mais agressivos para seu estilo de jogo, desde que começou a treinar com Tomasz Wiktorowski no início da temporada. E mesmo jogando de forma mais agressiva, ela não abre mão da consciência tática e da disciplina para construir os pontos. "Eu jogo o melhor quando estou equilibrando o risco e escolho em quais momentos eu deveria, atacar e em quais momentos eu deveria ser mais sólida e apenas talvez ficar na linha de base. Gerenciar o risco, eu diria, é a coisa mais importante".

Preocupação com a Covid após caso de Krejcikova
Swiatek também foi perguntada sobre a preocupação com a Covid-19 depois que a número 2 do mundo Barbora Krejcikova, campeã em simples e duplas no ano passado, que foi diagnosticada com a doença e teve que se retirar do torneio. A tcheca já havia perdido na disputa individual, mas não teve condição de defender o título de duplas em Paris.

"Todas as rotinas em termos de uso de máscaras mudaram nos torneios, então agora estamos mais relaxados, mas ainda assim, eu sei que o vírus pode estar 'voando' por aí. Mas, estou vacinada e estou me cuidando. Sinto que minha imunidade está boa. Eu me sinto muito sortuda por não ter nenhuma história assim desde o início da pandemia".

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