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Nadal: 'Estive perto de parar há algumas semanas'
30/06/2022 às 20h43

Londres (Inglaterra) - Durante sua recente caminhada para o 14º título de Roland Garros e o 22º Grand Slam, Rafael Nadal conviveu com rumores sobre uma possível aposentadoria. Especialmente por conta de seu problema crônico no pé esquerdo, que o obrigava a recorrer a injeções para anestesiar os nervos do pé. Mas o cenário em Wimbledon parece ser diferente. O veterano de 36 anos passou por tratamentos no pé durante as três semanas da temporada de grama, e se sente muito melhor. Depois de vencer seu segundo jogo em Londres, Nadal foi perguntado sobre qual é sua filosofia a respeito da aposentadoria.

"Há algumas semanas eu estava perto disso. Mas agora eu não me sinto mais assim. Essa é a minha filosofia", disse Nadal, sorrindo. "Eu nunca tive medo do dia de me aposentar. Acho que estou feliz por ter tido uma vida muito feliz fora das quadras, mesmo que o tênis seja uma parte muito importante da minha vida nos últimos 30 anos. Há muitas coisas que gosto de fazer longe do tênis, então não estou preocupado com isso", disse Nadal, citando ainda exemplos dos rivais, Roger Federer e Novak Djokovic, e também de outros esportes.

"Mas, claro, quando esse dia chegar, vai haver uma mudança. Todas as mudanças demoram um pouco e você precisa se adaptar às mudanças. Mas é normal que se fale em aposentadoria dos grandes atletas, porque de alguma forma os atletas que estão há tanto tempo em alto nível que passam a fazer parte da vida de muita gente. Comigo acontece o mesmo quando acompanho alguns jogadores de futebol ou de golfe", acrescentou o atual número 4 do mundo.

"Por exemplo, uma pessoa que eu amo ver é o Tiger Woods. E agora não consigo mais vê-lo jogar com tanta frequência. De alguma forma, isso é uma mudança na minha vida também. Provavelmente as pessoas pensam o mesmo de mim como fãs, assim como do Roger e do Novak, porque os ídolos se tornam parte do cotidiano das pessoas e são uma inspiração", complementou o espanhol.

Pelo segundo jogo seguido, Nadal precisou de quatro sets para avançar. Isso já havia acontecido contra o argentino Francisco Cerundolo na estreia e se repetiu no duelo com o lituano Ricardas Berankis. "Não tive o melhor começo, mas acabei jogando bem. O nível do tênis no quarto set foi uma melhora importante. O resto das coisas eu tenho espaço para melhorar", avaliou após a vitória por 6/4, 6/4, 4/6 e 6/3. "Preciso melhorar. Mas acho que joguei muito bem no quarto set. O saque funcionou muito melhor e consegui ser um pouco mais agressivo com o forehand. No começo, foram muitos erros, mas isso é um processo. É importante para mim aceitar que as coisas não são perfeitas e que preciso apenas continuar trabalhando, ser humilde e aceitar o desafio."

O espanhol também foi perguntado sobre a paralisação da partida por aproximadamente 50 minutos devido à chuva. "Acho que no começo eles pensaram que seria apenas uma chuva rápida, então eles não queriam fechar o teto imediatamente. Eles queriam continuar jogando ao ar livre. Essa é a informação que eu tenho. Mas isso faz parte do tênis e não posso reclamar. Eu respeito isso e entendo. Estamos jogando em um torneio ao ar livre. Se a previsão era uma chuva, nenhum problema. Acho que fizeram o certo. Quando viram que a chuva ficou mais forte, decidiram fechar o teto".

Duelo com Sonego na terceira rodada em Londres
O adversário de Nadal na terceira rodada será o italiano Lorenzo Sonego, que bateu o francês Hugo Gaston por 7/6 (7-4), 6/4 e 6/4. O confronto é inédito diante do rival de 27 anos e atual 54º do ranking. "Ele é um jogador com uma atitude muito positiva, com bom saque e um ótimo forehand, e que já venceu duas partidas aqui. A única coisa que posso esperar é um jogo difícil. Eu preciso jogar bem. Essa é a única maneira de ter chances de continuar. Eu o conheço, gosto do jeito que ele joga. Acho que ele é um adversário muito perigoso".

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