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Maria: 'Um sonho fazer semi diante de minhas filhas'
05/07/2022 às 19h23

Mãe de duas meninas, Tatjana Maria vive seu melhor momento aos 34 anos

Foto: AELTC

Londres (Inglaterra) - Primeira jogadora a se classificar para a semifinal nesta edição de Wimbledon, Tatjana Maria se emociona ao poder viver o melhor momento de sua carreira diante das filhas. A experiente alemã de 34 anos é mãe de duas meninas, Charlotte já tem oito anos, enquanto a caçula Cecilia nasceu no ano passado. Ela reconhece que conviveu com muita desconfiança, ainda mais porque também fez uma mudança no estilo de jogo, mas que sempre acreditou em si mesma e teve muito apoio da família.

"É um sonho viver essa semifinal com minha família e minhas duas filhas. Um ano atrás, a mais nova tinha acabado de nascer", disse Tatjana Maria, depois de vencer a partida das quartas contra a também alemã Jule Niemeier. "Sempre acreditei que poderia voltar a jogar. Eu voltei depois da primeira, e voltei depois da segunda. Se eu não acreditasse que posso fazer essas coisas, não estaria aqui".

"Acho que tem muita gente que acreditou que eu nunca voltaria. Isso já foi depois que a Charlotte nasceu e quando mudei meu backhand. Mas já mostrei da última vez que é possível. Quero dizer, cheguei ao top 50 com a Charlotte, e agora estou de volta com minha segunda filha. É um pouco da minha vida mostrar a todos que ainda estou aqui e continuo sonhando. É isso que quero mostrar às minhas filhas", acrescenta a atual 103ª do ranking e que tem como melhor marca da carreira o 46º lugar, alcançado em 2017.

Casada com seu técnico, Charles Edouard Maria, a tenista alemã trocou o backhand de duas mãos pelo de uma mão durante a primeira pausa na carreira, antes do nascimento de Charlotte. "Meu marido mudou meu backhand porque quando eu era mais jovem, eu realmente jogava apenas slice no meu backhand. Eu realmente nunca usei meu backhand de duas mãos. Ele me disse quando eu estava grávida, se eu gostaria de mudar seu backhand para um backhand de uma mão e eu confiei 100% nele".

Além do backhand de uma mão, Maria também chama atenção pelo uso frequente de slices dos dois lados, inclusive com o forehand que é muito raro no tênis atual. A estratégia que mina o ritmo das adversárias a levou a vitória contra adversárias mais agressivas e com muita potência nos golpes, Maria Sakkari na terceira rodada e Jelena Ostapenko nas oitavas, quando salvou dois match-points.

A filha mais velha já treina todos os dias
O amor pelo tênis, aliás, já está na segunda geração da família. Charlotte já joga e está treinando todos os dias em Wimbledon. "Ela está treinando todas as manhãs aqui nas quadras cobertas. Depende do horário que eu me aqueço. Hoje fiz o aquecimento às 10h30, então às 8h30 chegamos nas quadras cobertas, treinamos com a amiguinha dela. Então depois eu vou treinar e me preparar para as partidas, faço a minha massagem, e quando volto para o hotel e passamos um tempo juntas. Tenho a sensação de que os dias estão voando aqui".

"Acho que ela sabe que estamos em um Grand Slam e sabe o quanto este torneio é importante. Mas vou continuar a mesma pessoa de antes. Então nada mudou para minha família ou nada mudou para nosso programa diário, digamos. Ainda vamos às 8h30 da manhã para o treino dela. Eu ainda estou lá, sim, fazendo as mesmas coisas que eu sempre faço. Não vai mudar minha personalidade", acrescenta a vencedora de dois títulos da WTA, um deles na atual temporada, em Bogotá.

 
 
 
 
 
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Mudança tática na partida das quartas
A respeito da vitória sobre Niemeier por 4/6, 6/2 e 7/5, Maria destacou uma mudança tática. Depois de um primeiro set em que não ameaçou o saque da adversária e viu a jovem rival de 22 anos lidar bem com seus slices de forehand, a veterana de 34 anos tentou ser mais agressiva e bater mais reto a partir da segunda parcial.

"Foi uma grande partida contra a Jule, ela é do mesmo país que eu, acho que nós fizemos a Alemanha muito orgulhosa. Tive que mudar um pouco a minha tática e estou muito feliz por isso. Mesmo quando estava perdendo por 4/2 no terceiro set, eu continuei lutando. Foi o que eu fiz".

Amizade com Jabeur, adversária da semifinal
Adversária da número 2 do mundo Ons Jabeur na semifinal da próxima quinta-feira, a alemã destacou a amizade que tem com a tunisiana e os momentos de descontração fora das quadras. "Ons é parte da nossa família, ela ama as meninas e brinca com a Charlotte o tempo todo, ama a Ceci também. Seria incrível jogar com ela. Só estou feliz de estar na semifinal".

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Suzana Silva