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'Trabalhei a vida toda por esse título', diz Carreño
14/08/2022 às 22h48

O espanhol celebra a maior conquista da carreira aos 31 anos

Foto: Mike Lawrence/ATP

Montréal (Canadá) - Vencedor de um Masters 1000 pela primeira vez na carreira, Pablo Carreño Busta comemorou muito a conquista inédita neste domingo em Montréal. O experiente espanhol de 31 anos relembrou toda a trajetória vivida até o título. Ex-top 10 e até então 23º do ranking, ele ainda reconhece que não vinha fazendo sua melhor temporada, mas seguiu acreditando em seu potencial.

"Finalmente ganhei um Masters 1000 e a sensação é incrível. Trabalhei muito ao longo de toda a minha carreira para viver este momento. Foi muito complicado, mas tive uma ótima semana. Joguei em alto nível e sempre fui positivo. Estou muito feliz por esta vitória. É o melhor título da minha carreira", disse Carreño Busta após a vitória na final sobre o polonês Hubert Hurkacz por 3/6, 6/3 e 6/3.

"Perdi o primeiro set hoje, mas foi apenas uma quebra. E sabia que isso poderia acontecer quando você joga contra alguém que saca muito bem,mMas continuei acreditando porque sei que estava jogando cada vez melhor. Tentei ser agressivo com meus saques e consegui duas quebras, o suficiente para vencer o jogo", acrescenta o espanhol, que conquistou seu sétimo título na ATP. Até então, sua maior conquista em simples havia sido o ATP 500 de Hamburgo do ano passado.

"Foi muito importante manter o pensamento muito positivo o tempo todo. Esta não é a minha melhor temporada no circuito. Perdi algumas partidas que provavelmente não perderia em outros anos, mas apenas continuei acreditando no meu time, em mim e no meu jogo", complementou o tenista, que recupera nove posições no ranking e será o 14º a partir da próxima semana.

A semana do espanhol começou com vitória sobre o italiano Matteo Berrettini. Outro italiano superado por ele foi Jannik Sinner, ambos integrantes do top 15. O jogador de 31 anos também venceu os jovens Holger Rune e Jack Draper, e superou o experiente britânico Daniel Evans em uma semifinal com 3h de duração no último sábado. "Nunca senti pressão extra. Eu sei que não é fácil ganhar um título desse tamanho. Nem todo mundo tem um Masters 1000 na carreira. Por exemplo, David Ferrer foi número 3 do mundo e só conseguiu ganhar um. Eu sei o quanto difícil é vencer um título assim".

"A verdade é que agora eu gostaria de aproveitar. Vou tentar não me concentrar nos troféus, mas nos momentos. Quero curtir meu jogo, curtir torneios e a vida em geral. Neste ponto da minha carreira, aos 31 anos, quero me divertir. Provavelmente ainda tenho mais alguns anos no circuito, mais três, quatro, cinco, seis... Eu tenho que aproveitar o máximo que puder".

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