Como de hábito, a curtíssima passagem do circuito profissional pela grama europeia mostrou como a superfície natural do tênis pode bagunçar qualquer chave, revelar novos (e temporários) heróis e, na maioria das vezes, privilegiar os mais experientes.
Nenhum dos quatro torneios desta primeira semana se safaram das dores de cabeça que a chuva, por mais leve que seja, provoca no piso. Repetidas paralisações, esperas intermináveis, rodadas duplas testaram a resiliência da moçada. E assim deve ser até Wimbledon acabar.
Os tradicionais torneios combinados de ´s-Hertogenbosch viram campeões totalmente inesperados. O polonês Kamil Majchrzak, de 30 anos, aproveitou a chance para enfim ganhar um ATP. O troféu, não se enganem, foi justo. Bom sacador, firme na base e com aquela leveza de pés tão primordial sobre a grama, ele tirou três top 10 rumo ao título, lista que incluiu Félix Aliassime, Daniil Medvedev e Alex de Minaur, todos com histórico no piso: o russo e o australiano, título; o canadense, vices.
No feminino, a jovem Robin Montgomery, 21 anos e 484ª do mundo, também faturou inédito troféu de primeira linha, mostrando que enfrentar canhotos na grama é um universo complicado. Ainda que não tenha vencido cabeças de chave, Montgomery superou Daria Kasatkina, Greet Minnen e Ajla Tomljanovic com jogo consistência e bolas anguladas. Claro que a desistência de Barbora Krejicikova, que faria sua primeira final desde o título de Wimbledon de 2024, ajudou muito. A tcheca se afirmou doente, sem entrar em detalhes.
Surpresas não faltaram também em Queen´s, ainda que a campeã Donna Vekic já tenha feito semi em Wimbledon dois anos atrás. Entrou de lucky-loser e seu setor na chave viu Elena Rybakina cair nas quartas para Katie Boulter, a quem a croata venceu facilmente em seguida, e a lamentável lesão de ligamento no joelho – fruto dos temidos escorregões – de Victoria Mboko na segunda rodada, o que a tirou das duplas ao lado de Serena Williams e, pior ainda, de Wimbledon. Para alegria da torcida, Emma Raducanu fez ótima campanha, tirou Sorana Cirstea e Iva Jovic, subiu ao 31º lugar e assim pode ser cabeça e dar esperanças no Slam caseiro.
A lógica só prevaleceu mesmo em Stuttgart, com os dois principais cabeças na final. Porém, o campeão Ben Shelton e o finalista Taylor Fritz sofreram muito para chegar no domingo. O canhoto quase perdeu na estreia para Marcos Giron, precisou virar também contra o bom japonês Sho Shimabukuro e só tirou Jiri Lehecka em três tiebreaks imprevisíveis. Detentor do troféu, Fritz escapou de Martin Landaluce e Mattia Bellucci, jogadores típicos de base, em jogos duríssimos. Shelton tem agora três títulos, cada um sobre uma quadra diferente, em 2026.
Ainda houve o retorno de Nick Kyrgios, sempre habilidoso na grama e perigoso em jogos que não exijam tanto físico; três performances muito decentes de Marin Cilic e a notável adaptação de Adrian Mannarino, responsável pela queda dos sacadores Gabriel Diallo, então campeão de Herto, e Arthur Rinderknech. Provas claras de quanto a experiência vale sobre a grama.
E mais
– João Fonseca volta a Halle, onde não venceu partidas nas apresentações anteriores, e terá de tomar muito cuidado com Yannick Hanfmann se quiser reencontrar Alexander Zverev.
– O carioca disputou dois jogos no quali de duplas, ótima ideia para se adaptar ao piso e ao clima, vindo de longa temporada no saibro.
– Halle deu um banho no concorrente Queen’s, os 500 da semana. Colocou seis top 10 na chave contra apenas um em Londres. Aliás, o cabeça 8 na Alemanha tem mais ranking que o segundo inscrito do outro lado do Mar do Norte.
– Berlim terá Sabalenka, Gauff, Pegula e Svitolina, além de Rybakina, prometendo torneio bem equilibrado e ótimo teste para Wimbledon.
– Serena afastou retorno em simples, ao menos por enquanto, e jogará Berlim ao lado de Muchova. Torneio terá também Gauff/Pegula e Ingrid Martins com a holandesa Isabelle Haverlag.










Bia segue com seus “feitos”, hoje mais um…
Essa era a época de vermos o maior artista sobre as quadras de grama da história: o alemão Dustin Brown.
E o GOAT Djokovic participou da etapa da Espanha de F1.
Inclusive dando a bandeirada da chegada.
Quanto será que ele pagou por isso?
Já que os federistas entendidos daqui nos asseguram que ele não tem moral nenhuma por aí.
kkkkkkkkk
Vou discordar, acho que dar a bandeirada na F1 é pra qualquer um, aqui em Interlagos um tal de Pelé deu a bandeirada pro Schumi no ano 2000, eu estava lá, nunca ouvi falar desse tal Pelé, cara desconhecido…
Também não!
Kkkkk
Hahahahaha
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Abs !
A relação de candidatos a Super Star que já deram bandeirada na Fórmula 1 , vai daqui ao infinito, desorientado ” diversão garantida” …kkkkkkk. Abs !
Incluindo o presidente não-oficial da CBT, Sérgio Ribeiro?
Estavas lá jura ???. Pelé deu a bandeirada no GP Brasil de 2002 . Quem sabe se não foi um sósia ” desconhecido” em 2000 … Rsrsrs,Abs !
“Halle deu um banho no concorrente Queen’s, os 500 da semana”
Acredito que os caras do Nothing Major comentaram sobre isso uns podcasts atras. Tem a ver com o jeito que o atleta recebe o prize money e a taxação, se não me engano.
Dalcim , tem tênis especial cada tipo de piso ? Se sim porque a grama escorrega tanto ?
Sim, existem solados para cada tipo de quadra, Sandra. Na grama, aliás, são obrigatórios.
Oi, Dalcim. Estou escrevendo na resposta porque há uns 3 ou 4 dias não consigo postar nada no “entre na discussão”. Dá mensagem ” This comment is not acceptable”. Mandei e-mail no “Fale conosco”, mas até agora nada mudou.
Então fiz este teste pra ver se aqui no “responder” aparece a minha escrita.
Será que há outros comentaristas com o mesmo problema?
O que aconteceu em Queens foi muito doido. A Donna Vekic perdeu pra Blinkova na última rodada do quali, mas entrou como lucky-loser. A Blinkova perdeu pra Raducanu na 1a rodada, e a Vekic ganhou da Raducanu na final. Rsrs
Raducanu mostra que a grama é a melhor superfície para o jogo dela. É bem capaz de faturar Wimbledon.
Nossa Senhora, meu Deus, será que eu li isso mesmo?????
Kkkkk pô cara, Raducanu só tem 22 anos e já tem um slan. Por isso todo ano eu espero que ela seja campeã novamente. E vai ser assim pelo menos até os 30 dela. Será que vai ter que vir outra pandemia pra ela ser campeã novamente? Bom, se isso estiver irreversivelmente atrelado então nem vou torcer mais pra ela!
Fica frio , meu caro. Este acima nunca acreditou na vez de Zé Verev, que somente foi acontecer aos 29 anos. A jovem já possui recorde histórico…rs. Abs !
Ela é uma das suas favoritas para vencer o evento? Acho que não, mas tudo pode acontecer. Ze Verev só venceu depois que todos favoritos caíram, ou simplesmente não jogaram (Alcaraz claro) meu caro. Antes do inicio de RG todos apontavam Sinner como franco favorito, inclusive sua senhoria e o próprio Ze Verev kkkkkkk, ou será que ele seria campeão com Sinner ou Alcaraz em quadra?
Meu caro eu também espero, nao tenho nada contra ela, mas pelas atuacoes dos últimos anos acho beeeeemmmmm improvável…
Ronildo, nessa empreitada, estamos junto.
Fora a pandemia, claro.
A julgar pelo seu nada espetacular índice de acertos, ela tá é lascada…rs