Evento criado por Patrick Mouratouglou nos tempos da pandemia, o UTS procura deixar o tênis mais dinâmico, com contagem simplificada, música, participação livre do público e interação constante entre jogador e espectador.
Funciona? Sim, como uma grande brincadeira é bem divertido, porque tem até competitividade, se os jogadores realmente estiverem empenhados. Foi exatamente o que se viu na etapa carioca do UTS, que levou bom público ao Maracanãzinho e tornou a filosofia do evento mais conhecida graças à transmissão ao vivo de toda a festa pelo Sportv.
Os dois vencedores foram Guto Miguel e Brandon Nakashima. O norte-americano ganhou o torneio e embolsou US$ 400 mil, prêmio que quase se equivale a um título de ATP 500 ou a uma semi de Masters 1000. Nada mau para três dias de trabalho e partidas muito mais rápidas e descompromissadas.
O legal mesmo foi ver como o líder do ranking mundial juvenil aproveitou o convite de última hora – substituiu o francês Ugo Humbert – para fazer excelentes apresentações diante de adversários definitivamente gabaritados pelo ranking e pela carreira.
Para chegar à final, Guto Miguel foi melhor do que Nakashima, Nick Kyrgios e Francisco Cerúndolo, mostrando um tênis bem compacto e ousado da base. Algo essencial porque a falta do segundo saque faz com que se opte sempre por um serviço mais tático do que forçado.
No momento em que faz a transição sempre delicada para o circuito profissional, Guto se sentiu num nível elevado, mas também ficou clara para ele a necessidade de manter um padrão alto por muito mais tempo. “Não há mais tempo para brincar, perder treino ou falhar com a alimentação”, exemplificou ele em entrevista ao UOL.
João Fonseca era a grande estrela mas, depois de experimentar as regras diferenciadas contra Tallon Griekspoor, se mostrou um tanto desconcentrado e perdeu até com facilidade do fanfarrão e sempre habilidoso Kyrgios, o que o tirou da semifinal. Frustrou todo mundo, é claro, porém o público que foi ao ginásio, na maciça maioria, saiu feliz com o UTS.
E mais
– A temporada sobre o saibro que sucede Wimbledon sempre se mostra útil para quem precisa se reencontrar. No ano passado, Alexander Bublik tirou o máximo de proveito e esta primeira semana reacendeu o ânimo de Andrey Rublev e Stefanos Tsitsipas, jogadores que viviam “seca” de mais de um ano sem títulos de ATP.
– Rublev acabou com jejum de 17 meses e chegou ao 18º troféu da carreira em sua 100ª vitória sobre o saibro. Faturou Bastad pela segunda vez. agora em cima do campeão do ano passado, Luciano Darderi.
– Tsitsipas não erguia troféu há 16 meses. fez jogos duros em Gstaad e irá recuperar 30 posições no ranking, indo a 55º. Foi seu 13º título de ATP.
– Quem segue em trajetória de recuperação é Barbora Krejicikova. Fez ótima volta ao piso duro, ganhou Atenas em cima de Maria Sakkari e segue direto para jogar em casa, no 250 de Praga. Pode ficar perigosa nos próximos 1.000.
– E pintou nova esperança espanhola: Daniel Merida, 21 anos, bate forte na bola, fez segunda final de ATP e foi campeão de Umag. Entra para o top 60.
– Apenas três jogadores somaram mais de US$ 6 milhões em prêmios oficiais nesta temporada: Jannik Sinner (US$ 6,8 mi), Alexander Zverev (US$ 6,6 mi) e Linda Noskova (US$ 6,1).









Mais uma desistência da Paulinha, creio que ela não tem mais condição física e, por tabela, confiança pra lutar por grandes resultados. Uma pena, mas não será o primeiro ou o último caso…
Guto, em certa medida, foi campeão também, porque, além de revelar um tênis inteligente e competente, como vc ressaltou, Dalcim, ele venceu o vencedor durante o torneio. Os 2 milhões viriam a calhar. Paciência. Ele sai muito grande desse torneio sem pretensões.
Estou muito Feliz e Satisfeito pela atuação espetacular e muito profissional do jovem Miguel de 17 anos contra profissionais muito mais experientes que ele! O “Arcanjo Miguel” trouxe muita alegria para a plateia brasileira com suas excelentes partidas! Em meio a uma Copa do Mundo Frustrante para o Brasil, Miguel fez a alegria do povo brasileiro com suas atuações aguerridas e destemidas!!!
Com todo o respeito, isso não é tênis, é circo.
Kyrgios se encaixa perfeitamente nesse formato fazendo papel de palhaço , assim como tb fez na guerra dos sexos. Que venha logo essa aposentadoria.
Discordo totalmente, é tenis sim! Nakashima, o Campeão, e o Vice, o jovem Miguel de 17 anos, jogaram muito tênis sim!!! Não há como negar que teve muito tênis de ótima qualidade durante todo o torneio! Um Parabéns especial ao ilustríssimo jovem Miguel pelo seu profissionalismo concentração, dedicação e seriedade em todas as partidas!!!
Onde assino?
Fui tentar assistir o “jogo” do João, não aguentei 5 min. e desliguei a TV.
Não é à toa que o “idealizador” dessa palhaçada é aquele sujeito que não vou nem citar o nome aqui.
Melhor a gente falar da final da Copa do que desse circo.
Um circo…. E nossa mas o Kyrgios já esta aposentado faz tempo. É como Neymar, já aposentou faz tempo, só não anuncia porque estragaria os planos comerciais então finge entrar em quadra/campo vez ou outra.
O Alcaraz é pé-quente! Espanha campeã da Copa.
E este novo formato adotado pelo UTS com certeza é pra atrair o público jovem.
Talvez os torneios tradicionais possam aproveitar algumas ideias, porque o público que gosta de tênis está envelhecendo. Esta contagem 15- 30- 40 – vantagem/desvantagem soa estranha pra quem começou a acompanhar agora.