“Djokomonstro” desafia o tempo em Wimbledon

Aos 39 anos ser protagonista do jogo mais longo das quartas de final de Wimbledon, já na era do match tiebreak, é, sem dúvida, um fato digno de entrar para a história. E depois de uma atuação sublime, resiliente e de tática inteligente diante de Félix Auger Aliassime fica a expectativa de que será que Novak Djokovic poderá chegar ao tão esperado 25º título de Grand Slam em Wimbledon? O sérvio é um ‘monstro’ do esporte.

Parece que essa é a maior chance dos últimos tempo, embora já nesta sexta feira terá pela frente um grande obstáculo nesse torneio: enfrentará o número 1 do mundo Jannik Sinner, no que é visto por muitos como uma final antecipada. Wimbledon esse ano vem se mostrando como o lugar em que Djokovic vem conseguindo o melhor de si e atualmente a grama revela cair bem ao seu jeito de jogar.

Este cenário chamou a atenção de alguns dos principais comentaristas de tênis internacional. Um dos mais enfáticos é o sueco Mats Wilander, a quem, particularmente, admiro muito pelas opiniões e coleguismo. Para o ex-número 1 do mundo Djokovic mostrou até agora uma excelente capacidade de levantar mais um título de Grand Slam.

Essa opinião é compartilhada pelo ex-finalista de Wimbledon Mark Philippoussis. O australiano acredita num ‘milestone’ um marco na carreira de Djokovic. Wimbledon é o lugar em que poderia conquistar o que seria sua maior coroa, destacou.

Porém, como tudo na vida tem um porém, acho que temos de concordar com John McEnroe. O comentarista norte-americano revela uma verdade: Jannik Sinner está até agora em Wimbledon no seu nível B e pode ainda elevar o seu tênis para defender o título conquistado ano passado. É esperar para ver.

Gostem ou não do Djokovic, o tenista sérvio faz muito bem ao tênis. Nesses últimos tempos vem dando uma nova cara à sua carreira com a presença de toda família em seus jogos. A mim chamou bastante atenção a declaração do sérvio na entrevista coletiva pós jogo em que tentou pedir para os filhos irem dormir, mas ficou feliz que não tenha ocorrido, pois puderam ver o que definiu como uma histórica atuação em Wimbledon.

E curiosamente justamente neste momento marcante na carreira do emblemático tenista, Novak Djokovic alertou em entrevista em Wimbledon a necessidade de modernização do tênis, após revelar uma pesquisa em que a média de idade dos fãs da modalidade seria de 61 anos, os jovens atualmente não se interessariam por jogos de longo duração. Para ‘celebrar’ foi protagonista de um encontro com 5h15 na rodada das quartas de final…

 

 

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Bruno
Bruno
10 dias atrás

O monstro foi atropelado…..3×0

João Silva
João Silva
11 dias atrás

Muitos não entendem o feito do Djokovic com 39/40 anos. Finalista AO e Semi WB.

CRAS
CRAS
12 dias atrás

Sou fã do Djoko. Monstro!! Adorei a manchete da matéria. «  Djokomonstro desafia o ….. » e só o título. Paramos por aí. Mas que texto mais sem pé nem cabeça. Atuação sublime? Quase não deu pra jogar, o FAA fez 29 Aces (São praticamente 7 games, ou 1 set ganho só com o saque), Conseguiu apenas 2 quebras em 13 oportunidades. Errou, como vem acontecendo mais recentemente, muitas esquerdas fáceis e levou sorte em muitos pontos, principalmente no 1o tie-break. Luta? o Sérvio sempre luta, nem sempre o físico atual lhe dá a condição necessária…. Esteve relativamente perto de perder o jogo…. Se ele perdesse o jogo com certeza não seria essa nem a manchete, nem o conteúdo do texto, aliás, muito longe disso passaria. Misturou a família (pelo jeito não vem assistindo aos jogos do Sérvio há algum tempo – – família está sempre nos jogos). Meu Deus…. Catastrófico esse texto

CRAS
CRAS
12 dias atrás
Responder para  Chiquinho Leite Moreira

É claro que esteve nos jogos. Eu não, sou um mero mortal como a maioria dos brasileiros que tem uma jornada mínima de 8 horas a cumprir, mas conheço o português e sublime foi uma coisa que o Djoko, que é sim um monstro do esporte (na minha humilde opinião o maior de todos), não foi….
Estar no jogos é uma coisa, prestar atenção e concatenar o que está acontecendo é outra!!
Abraço Chiquiho Leite Moreira!! Pelo texto imagino que deva viajar sempre bem acompanhado pelo Dalcim

Mso
Mso
12 dias atrás
Responder para  CRAS

Te falta educação e conhecimento da língua portuguesa:
Sublime é um adjetivo que descreve algo de excelência, beleza ou grandeza excepcionais, que ultrapassa o comum e inspira profunda admiração.
Continuar jogando em alto nível aos 39 anos, por si só, já é algo sublime.
Vencer um adversário qualificado nas quartas de final mais longas da história de WB, mais ainda.
Sublime é até pouco para o que o Djokovic vem fazendo.

CRAS
CRAS
12 dias atrás
Responder para  Mso

Onde faltei com a educação? De resto, não vou perder meu tempo com você pois vejo que realmente você não entendeu nada do que eu escrevi. Tenha um ótimo feriado!

João Silva
João Silva
11 dias atrás
Responder para  Chiquinho Leite Moreira

Parabéns Chiquinho pelo texto.

Mauricio
Mauricio
11 dias atrás
Responder para  Chiquinho Leite Moreira

Excelente texto e parabéns por manter a sobriedade, ainda que em algumas oportunidades seja complicado. Sempre muito prazeroso ler sua opinião, certamente muito abalizada pelo conhecimento e tempo de “estrada”.

Mauricio
Mauricio
12 dias atrás

O título do belíssimo artigo já diz tudo -“monstro”!!!

José Afonso
José Afonso
12 dias atrás

Excelente texto, Chiquinho! Nosso último sobrevivente do Big 3 ainda faz mágica em quadra, aos 39 anos. Só temos a agradecer por ele seguir dando seu melhor, quando poderia estar curtindo a vida com seus milhões.

Será dificílimo passar por Jannik Sinner, mas esta é sua melhor oportunidade, pois além de ser seu melhor torneio dos últimos anos, não precisa enfrentar os dois fenômenos do momento, mas apenas um deles, o qual já derrotou em Slam este ano, ou seja, é uma escalada ao Everest, mas não é impossível!

Tribunal de Wimbledon
Tribunal de Wimbledon
12 dias atrás

Realmente é a grande chance de Djokovic fechar a carreira com WB26. Com relação a modernidade do tênis, a geração mais nova observa o esporte como um todo como entretenimento, acho quase impossível nos próximos anos surgirem atletas (em todas as modalidades) que tenham a vontade de fazer sacrifícios para conseguirem algo grandioso. Quem viu….viu!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
12 dias atrás
Responder para  Tribunal de Wimbledon

Boa análise sobre a falta de sacrifícios da nova geração.

Joselito
Joselito
11 dias atrás
Responder para  Tribunal de Wimbledon

O problema a meu ver é surgir alguém que seja excelente, ao mesmo tempo determinado a bater os recordes e que fique saudável por no mínimo 10 anos. Essa combinação é difícil, mas aconteceu com o BIG 3 praticamente na mesma geração.
Sinner e Alcaraz são excelentes, mas serão determinados a bater recordes e continuarão saudáveis?

Rafael
Rafael
12 dias atrás

O sérvio é um ET! Mesmo não precisando ganhar mais nada (zero o jogo como disse Andy Roddick), ele segue mostrando o amor pelo esporte. Fantástico!! E é ainda mais sensacional tendo a família ao lado! Que venha o 25th!!

Marcos degas
Marcos degas
12 dias atrás
Responder para  Rafael

Nso sei como…
Vai ser atropelado pelo Sinner…

Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.
Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.

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