Nada como um título de Grand Slam para expulsar todos os fantasmas. Depois de finalmente atingir as quartas de Wimbledon depois de três tentativas frustradas, o alemão Alexander Zverev acabou com a amarga série de sete derrotas para Taylor Fritz, deu um show na Quadra Nº 1 e está muito perto de decidir mais um Slam. A barreira agora se chama Arthur Fery e a empolgada torcida britânica. É bom tomar cuidado.
O alemão está definitivamente mais relaxado. Perdeu apenas dois sets nos cinco jogos já feitos, vencendo cinco de seis tiebreaks e mostrando uma combinação eficiente de saque, devolução e golpes firmes da base. Entre uma coisa e outra, as tentativas de ir à rede continuam se mostrando cada vez mais positivas. A forma com que dominou Fritz, um jogador sempre muito confortável sobre a grama, foi exuberante. “Minha posição para devolver saque mudou e agora me sinto realmente confortável com isso”, conta o número 3 do ranking, que nunca ganhou um torneio sobre a grama, apesar de três finais disputadas em casa.
Fery segue seu conto de fadas e derrubou o top 10 Flavio Cobolli, repetindo a surpresa que causou no Australian Open de janeiro. Mais do que isso, mostrou novamente um tênis bem ajustado tanto no saque – apesar de seus 1.75m – como nas trocas de bola, com ótima variação de direções e transições perfeitas à rede, que deixaram o italiano sem saber o que fazer. A diferença essencial foi o aproveitamento correto das chances, algo espantoso para um jogador de currículo pequeno em torneios de primeira linha e até mesmo sobre a grama.
A comemoração de mais um feito por Arthur Fery. pic.twitter.com/obWeb6yEIn
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Apenas o quinto profissional britânico a alcançar as semifinais de Wimbledon, ele se junta a heróis nacionais como Andy Murray (7 semis), Tim Henman (4), Roger Taylor (2) e Cameron Norrie (1), arranca para a faixa dos 40 primeiros do ranking e recebeu elogios rasgados do próprio Zverev, que espera um clima efervescente na sexta-feira mas diz que o público inglês sabe torcer e “é justo”. Confiante, Fery afirma que está acostumado a encarar grandes sacadores e sentencia de forma corretíssima: “Não tenho nada a perder”.
Noskova e Kostyuk: tênis agressivo
E caiu a finalista de 2024, Jasmine Paolini, o que garante a Wimbledon não apenas uma nova campeã no sábado, mas também duas candidatas inéditas ao título de maior gabarito do calendário internacional.
As vitórias de Linda Noskova e Marta Kostyuk marcam o domínio do tênis agressivo, o que combina corretamente com a quadra de grama. Kostyuk foi extremamente superior a Paolini nos dois curtos sets jogados, impondo ritmo forte da base com golpes profundos. Foi uma belíssima atuação que a coloca na segunda semifinal consecutiva de Slam e mostra sua capacidade de adaptação entre os pisos.
Felicidade total de Marta Kostyuk pic.twitter.com/ZBhJ19QM1h
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Noskova justificou por que é a tenista que mais partidas disputou na grama nas duas últimas temporadas, algo notável para seus 21 anos. Campeã de Berlim em simples e duplas antes de Wimbledon, reaizou um jogo mais apertado contra a experiente Elise Mertens, que brigou muito para salvar break-points.
A semi já acontece nesta quinta-feira e revive duelo de abril em Madri, vencido por Kostyuk rumo ao título. Além da vaga na final, quem vencer garante entrada inédita no top 10. “Vou tentar mudar algumas coisas, porque ela joga muito rápido”, garante Noskova. “Madri não tem valor, vou entrar em quadra como se fosse apenas mais um jogo”, promete Kostyuk.
E pode dar uma final toda tcheca, país que tem vasto histórico em Wimbledon, caso Karolina Muchova supere Coco Gauff na primeira semi desta quinta-feira. No duelo de tops 10, Gauff ganhou as seis primeiras partidas, todas na quadra dura, e Muchova enfim reagiu há poucas semanas no saibro de Stuttgart.
Stefani quase lá
Será que finalmente chegou a hora de Luísa Stefani decidir um Grand Slam? Depois de duas tentativas no US Open, uma na Austrália e outra na França, estas duas nesta temporada e três delas ao lado de Gabriela Dabrowski, a paulistana de 28 anos pôde comemorar nesta quarta-feira sua maior campanha de duplas femininas em Wimbledon e a entrada no prestigiadíssimo top 5.
Luísa já atingiu a final de mistas no torneio no ano passado, ao lado de Joe Salisbury, caindo em dois tiebreaks. Caso atinja a tão sonhada final de duplas femininas, será a primeira mulher brasileira a ir tão longe em Wimbledon desde o vice de Maria Esther Bueno, em 1967, quando tentava seu sexto título na especialidade no Slam britânico.
Não menos importante, Stefani agora é a quinta profissional do país a atingir lugar entre os cinco melhores do mundo, repetindo Guga Kuerten (1 em simples) e os duplistas Marcelo Melo (1), Bruno Soares (2) e Cássio Motta (4).
As adversárias de sexta-feira serão a japonesa Shuko Aoyama e a taiwanesa Liang En-shuo, parceria semifinalista em Paris há um mês. Aoyama chega em sua terceira semi de Wimbledon e tem uma final de US Open.
E mais
– Zverev é o terceiro alemão na Era Profissional a atingir a semi de todos os Slam, seguindo Boris Becker e Michael Stich, dois campeões de Wimbledon.
– Fery repete Goran Ivanisevic como únicos convidados na penúltima rodada de Wimbledon.
– Fritz contou que sentiu o joelho ainda no terceiro game da partida, mas não quis dar desculpas.
– Pela primeira vez desde 2012, as quatro semifinalistas femininas do torneio integram o top 15.
– Kostyuk dedicou a semi ao avô de 89 anos: “Ele me liga depois de cada partida e analisa o que devo melhorar”.
– Victoria Barros em parceria com Naná Silva e Guto Miguel avançaram às quartas de duplas de Wimbledon.
– Os únicos juvenis brasileiros a ganhar o torneio foram Orlando Luz e Marcelo Zormann, em 2014. Ivo Ribeiro e Ronald Barnes chegaram à final de simples e Ricardo Schlachter, de duplas.
– “Nossas crianças adoram você”, diz a mensagem de Jelena Djokovic no Instagram de Félix Aliassime.










Gosto do estilo de Marta Kostyuk, que joga muito bem tanto na grama quanto no saibro e tem um potencial “Enorme” para ser número 1 do Mundo!!!
Arthur Fery não é uma “zebra” … É um “Ricaço” que não tem necessidade de rodar o mundo e jogar vários torneios para ganhar dinheiro… Como já tem muita grana e recebe convite por ser ingles ,pode se dar ao luxo de priorizar Wimbledon em detrimento de outros torneios…
E a Emma Navarro e Jessica Pegula? Em termos financeiros, talvez a família tenha ainda mais dinheiro. E falando em Emma Navarro, o que aconteceu com ela Dalcim? Parece que ela ganhou bastante peso se compararmos a forma física atual em relação ao ano passado.
Não é difícil traçar um paralelo entre o espírito brigador do Novak diante de Felix com dois episódios recentes e marcantes, da Copa de 2026.
A seleção brasileira já faz um bom tempo que perdeu a sua essência.
Mas o que dizer da arquirrival e vizinha Argentina, time esse com tanta tradição em copas do mundo quanto o Brasil?
Ela pode até não se sagrar campeã de 2026, mas já provou que o DNA do seu futebol continua intacto.
Num jogo quase perdido contra o Egito, ela simplesmente se recusou a aceitar cair para um time sem tradição.
Assim como o Djokovic, com 38 anos e multi-campeão de Wimbledon, também se recusou a perder para alguém que nunca ganhou lá. E mesmo tendo de aguentar tanta porrada por mais de 5 horas.
Faltando cerca de 15 minutos apenas para ser eliminada, a Argentina brigou, espremeu e pressionou um já assustado Egito, para fazer o que era improvável.
Foi assim que obteve não dois, mas três gols. Virou o placar, e dispensou uma prorrogação.
Enquanto o Brasil sequer conseguiu marcar 2 gols contra a Noruega e forçar o tempo extra.
2006, 2010, 2014, 2018, 2022, e 2026. Seis copas do mundo. Seis eliminações. O Brasil é oficialmente hexa.
“Hexa-perdeão”.
Rodrigo, só um adendo: 39 anos para o grande Novak Djokovic.
E nas últimas 3 Copas perdendo pra seleções europeias médias. É o novo normal enquanto o Brasil não produzir jogadores extraclasse como os do passado que foram campeões do mundo.
Dalcim, se o britânico ganhar será um feito maior que o de Emma Raducanu?
É difícil comparar, porque a Emma saiu do quali e portanto ainda jogou três partidas a mais.
E não perdeu nenhum set em 10 jogos.
No torneio feminino, a minha torcida será para a Muchova se classificar para a final e depois sair campeã. Porém, estou desconfiado de que a final será entre a Gauff e a Kostyuk. A meu ver, a ordem de favoritismo para a conquista do torneio feminino é Gauff, Kostyuk, Muchova e Noskova. Na chave masculina vou torcer para o Djokovic sair campeão, mas acho o Sinner favorito na proporção 70/30, a mesma proporção que coloco no favoritismo do Zverev contra o Fery. Se a final for Sinner/Zverev, favorismo do italiano 60/40. Se for Djokovic/Zverev, 50/50. Se a final for Sinner/Fery, 80/20 para o italiano, e se for Djokovic/Fery, 65/35 a favor do Nole.
Zverev depois de ter vencido o seu primeiro Slam estar mais solto do que arroz de terceira.
Portanto, se for pra final, Djokovic ou Sinner que se cuidem.
Feitas estas ponderações, ainda acho o sérvio ou o italiano favoritos em uma eventual final contra o alemão, principalmente o Sinner.
Veremos o que vai acontecer…
Provavelmente Sinner e Zverev chegarão na final com apenas 2 sets perdidos cada um.
Muito, mas muito feliz pela Stefani! Ela merece demais!!