A história é longa. Começou lá no final dos anos 1970 com a ousadia da canhota Martina Navratilova, que se tornaria a maior campeã que Wimbledon já viu em todos os tempos. Ela se tornou norte-americana por questões políticas, mas deixou seu legado. Vieram a finalista Hana Mandlikova e a vencedora Jana Novotna, abrindo caminho para conquistas espetaculares de Petra Kvitova, Marketa Vondrousova e Barbora Krejcikova, além do vice de Karolina Pliskova.
O domínio está garantido para o próximo sábado, depois que Karolina Muchova e Linda Noskova ganharam suas semifinais nesta quinta-feira e fazem com que a República Tcheca se torne apenas a sexta nação a monopolizar uma final feminina em Grand Slam na fase profissional, juntando-se a EUA (37), Austrália (8), Bélgica (3), Rússia (3) e Itália (1).
A decisão entre elas se justifica também pelos títulos preparatórios que obtiveram sobre a grama. Muchova faturou Bad Homburg e Noskova venceu simples e duplas em Berlim. Isso, aliás, não acontecia desde que Navratilova decidiu com Zina Garrison, em 1990.
É difícil apontar favoritismo, mas talvez Muchova tenha a seu favor a final disputada em Roland Garros em 2023; o estilo admiravelmente variado, que arranca elogios da própria Noskova, e a campanha relevante de ter vencido seguidamente três campeãs de Slam nesta caminhada: Krejcikova, Naomi Osaka e Coco Gauff.
O jogo contra a norte-americana teve um terceiro set eletrizante, cheio de alternâncias e um match-point perdido por Gauff digno de ficar na história, ao optar por uma curtinha com a bola à sua disposição no meio da quadra. “Karolina é alguém que merece mais sucesso, porque é muito talentosa”, afirmou Gauff. “Foi uma partida muito divertida”.
Talento puro pic.twitter.com/aiy8lYoPJU
— TenisBrasil (@sitetenisbrasil) July 9, 2026
Aliás, as duas finalistas salvaram match-point nestas duas semanas. Noskova se salvou lá na terceira rodada no 10º game do terceiro set diante da romena Sorana Cirstea. O primeiro saque fez diferença na semi contra a ucraniana Marta Kostyuk, que marcou 22 winners contra 7 e ainda assim não ganhou um set. “Estou meio chocada por jogar na Central e ganhar”, disse Noskova. Ela lembra que sua paixão pelo tênis veio com o primeiro título de Kvitova em Wimbledon, em 2011, e curiosamente repete o feito da ídolo ao disputar sua primeira final de Slam no templo sagrado do tênis.
Para completar a festa tcheca, Muchova já garantiu o melhor ranking da carreira, o sexto posto, e pode sair como quarta colocada com o eventual título. Noskova, com seus 21 anos, entra pela primeira vez no top 10 já como oitava do mundo e subirá mais uma posição se erguer a bandeja e embolsar os R$ 25,4 milhões destinados à campeã.
E mais
– Aos 29 anos, Muchova é a mais velha a atingir sua primeira final de Wimbledon desde a francesa Nathalie Tauziat, que tinha 30 em 1998.
– Com o supertiebreak entre Muchova e Gauff, esta edição de Wimbledon teve 51 jogos femininos decididos no terceiro set, recorde na Era Aberta entre todos os Slam.
– Os finalistas masculinos serão conhecidos a partir das 9h30 desta sexta-feira. Os organizadores mudaram uma norma e colocaram Jannik Sinner e Novak Djokovic para fazer a segunda partida, quando deveria ser a primeira, já que os dois tiveram um dia a mais de descanso.
– Djokovic sozinho tem mais vitórias de Slam (409) do que os outros três semifinalistas somados (235).
– Esta é a terceira semi entre Sinner e Djokovic em Wimbledon, algo que apenas aconteceu entre Andre Agassi e Patrick Rafter, entre 1999 e 2001.
– Zverev busca quinta final de Slam e pode ser apenas o terceiro profissional a disputar uma decisão de Slam imediatamente depois de ganhar seu primeiro.
– Fery tenta repetir Andy Murray, único britânico na Era Aberta a decidir Wimbledon e garante se inspirar na façanha de Emma Raducanu, oriunda do quali para o título do US Open.
– Marcelo Arevalo e Jelena Ostapenko ficaram com o título de duplas mistas. O salvadorenho também está na final de duplas masculinas, ao lado do croata Mate Pavic. Eles enfrentam Harri Heliovaara e Henry Patten, herói da casa.
– O tênis brasileiro segue em busca de um novo título de duplas juvenil em Wimbledon, com o promissor dueto de Naná Silva e Victoria Barros, além de Guto Miguel. Quem sabe, vêm dois.










“Djokovic sozinho tem mais vitórias de Slam (409) do que os outros três semifinalistas somados (235).”
Putz, quase o dobro!
Acho até que o sérvio saiu no lucro. Poderia ter pegado o Sinner nas quartas.
Incrível teu palpite de 3 x 1 para Sérvio, meu caro. E ainda acreditando num possível abandono de Sinner . Este mesmo tendo sérios problemas físicos em RG , não largou o osso. Jovem Italiano já provou de não ser de jogo sujo. Ao menos a meu ver . Abs !
Errei… felizmente. É que tive um mau pressentimento sobre o Sinner.
Ah… e + incrível do que o meu palpite errado, foi o Ronildo ter acertado.
Já dando spoiler: “Danilo” vai aparecer na próxima pasta falando de entressafra 2018-2023, sérvio chiliquento, tem que continuar jogando até aparecer outra brecha e não vai responder ninguém.
Estou no páreo. Meu palpite foi 6/3, 6/2, 6/1 para Sinner em 2h01. Errei por 6 games e 10 minutos.
Então, caro Ronildo. Este 3 x 0 foi o palpite mais fácil da tua nobre carreira ? . ” goat ” já tinha levado 3 x 0 antes para Alcaraz e para o próprio Sinner no All England Club. E vários Kombistas botando 50 % a 50 % … Rsrsrs,Abs !
Então Sérgio Ribeiro. Para dar favoritismo ao Djokovic nesta partida teria que ser desconsiderada a história do torneio desde 2023.
Sinner venceu conforme esperado, sem grandes problemas por sinal, no domingo vai encarar o cara que tem bola p encara-lo mas que afirma que ele está em outro patamar. O italiano é franco favorito…
A Grama está mais rápida . Zé Verev sacando muito e devolvendo mais próximo da base. Talvez tire um improvável Set nesta superfície. Abs !
E Turminha da Kombi sofrendo muito na sua Ilha da Fantasia rs . Atuação contra um Aliassime e seus 61 ENFS , fez se assanharem todos , esquecendo da imensa superioridade do N 1 . Com isso nas 4 últimas tentativas de igualar Octa de Roger Federer, 4 derrotas para os dois fenômenos. Somente a primeira das duas contra Alcaraz, não levou 3 x 0 . É mole ou quer mais … rsrs. Abs !
Djokovic é octa, tem 3 Slams em cima do suíço e 2 em cima do Nadal. Comemoras Slam em cima de Philippoussis, Roddick (3) e Cilic.
Rsrsrs, abs!
Octa com 3 x 1 em Wimbledon ??? . A autoritária vitória em 2012 do Craque Suíço sobre Djokovic , é que pos ” goat ” em terceiro em conquistas na Grama Sagrada. Pete Sampras em segundo com 10 Conquistas. Teu desespero faz esquecer os 5 Títulos consecutivos no All England Club, empatado com Bjorn Borg. Destes, 2 foram para cima do Touro Miura… PS : ” goat” terminará carreira com supremacia apenas no AOPEN. Isto se Sinner deixar …. Rsrsrs ,Abs !
Jogo sem emoção. Vitória facílima do italiano!
o Pessoal parece bobo ao sonhar com mais um slam do sérvio.
Djoko tomou surra do João Fonseca. Não, pera, nem chegou pro jogo.
Djokovic, pode arrumar as malas (rs)
4/6, 4/6, 0/1
Já era…
É…. mesmo Sinner longe do seu melhor vai ganhando fácil fácil do sérvio….
O Djokovic já está virando uma espécie de “rodada bônus” pro Pecador (rs)
Foi bônus na Austrália? Isso foi o suíço durante 10 anos pro GOAT. Fácil demais meter 21×10 no antigo freguês com 9×2 em Slam, rs.
Craque Suíço é Hexacampeão no AOPEN. Estes 4 a mais no Austrália é a maior alegria do “goat ” tadinho… Já em Wimbledon, USOPEN, Roland Garros…Neste último 3 x 14 , com 0 x 3 em Finais contra Nadal … Rsrsrs,Abs !
Mas então.
O Federer apanhou muito mesmo do Djokovic da metade pro final da carreira. Eu não tenho qualquer problema em admitir isso.
O suíço pegou o Djokovic com clara superioridade física em relação a ele. A diferença era brutal.
Agora é o sérvio quem está sentindo na carne isso.
Já que agora ele não tem mais aquele super físico de antes para enfrentar o Sinner.
Daí é fumo atrás de fumo. Rodada bônus rs
Não é a mesma coisa. Diferença de 15 anos é superior a 5 anos e 9 meses. Ou seja, quase o triplo.
Pra mim diferença brutal é de 14 anos e 3 meses pro Sinner e praticamente 16 anos pro Alcaraz. A diferença entre Djoko e Federer é de 5 anos e 9 meses.
Virou rodada bônus depois do Finals 2023, já com 36 anos e 8 meses, mas venceu em janeiro já com 38 anos e 8 meses, a despeito de toda a diferença física e de idade.
3 X 0 na certa.
Hahahahaha
Hugh Laurie, o saudoso Dr. House, assistindo Sinner x Djokovic.
Nossa!
Que passing shot devastador do Sinner pra quebrar o Djokovic em 4/4.
E ” amarelão” Zé Verev , mostrou mais uma vez que h2h somente existe para ser quebrado. Vinha de 0 x 7 e amassou Fritz . Cravei que o vencedor seria um dos finalistas. Sasha espanta a Zebra também em Sets diretos, e faz história. Entra para o seleto grupo de 3 , que ao vencer primeiro Slam faz outra final em sequência. A maioria dos Kombistas cravaram nos palpites Djokovic em 4 Sets . Outros projetam abandono de SInner. Se houver, não será do Jovem Italiano. Sérvio contudo pode melhorar o 0 x 3 de Wimbledon 2025. A conferir. Abs !
Esse h2h do Fritz contra o Zverev é uma aberração! Assim como é uma aberração o a vantagem de Novak contra Federer…
Exato. Os 4 slam a frente de Fritz demonstram isso kkkk
Putz!
Assisti o 1° set vencido pelo Zverev, e agora passei e vi que ele já fechou o 2° set por 6/2. E duvido que leve uma virada.
Não sei como esse Fery chegou tão longe em Wimbledon. O saque não é nada forte, e os golpes de base medianos, sem um golpe definidor.
Que azarão!
De qualquer forma foi um wild card muito bem aproveitado.
Dalcim, o que explica um pais tão pequeno como a Republica Tcheca gerar tantos talentos no tenis, tanto no feminino quanto no masculino? Fico pensando o que devemos aprender com eles para também poder gerar novos talentos em um pais tão grande quanto o nosso.
Existe uma explicação histórica. Os países que tinham orientação comunista, a chamada “Cortina de Ferro”, sempre investiram pesado no esporte como forma de propagação política. Foi bem o caso da então Tchecoslováquia. Ergueram centros de treinamento muito eficientes, faziam “peneiras” bem seletivas com as crianças e ainda ficavam com os prêmios dos atletas (na fase profissional) para reinvestir no processo. Isso criou uma cultura esportiva forte, porque veio o outro lado da moeda: os atletas sabiam que se destacar seria uma forma de viajar pelo mundo e uma oportunidade de deixar o país e pedir asilo político, como foi o caso de Martina Navratilova e mais tarde de Ivan Lendl.
Interessante, muito obrigado pela explicação.
Não sabia que o Lendl também tinha feito isso. E a Hanna Mandlikova foi pra Austrália. Mas hoje acho que está nos Estados Unidos, porque a filha dela é americana, né?
Lendl demorou muito para conseguir a cidadania norte-americana, ao contrário da Martina. Sim, a Mandlikova mora nos EUA e tem a filha que está no circuito, mas sem grande destaque.
Sugestão: neste desafio Sinner x Nole, o site deveria fazer como na Telesena: + pontos e menos pontos.
Quem acertar, leva o livro da Estherzinha. E quem errar + feio, leva uma foto do Neymar na hora que levanta da cama, vestido de cueca samba-canção amarelo neon estampada com coraçõezinhos vermelhos.
Vou ser justo e já dar a foto do Neymar para você pela ótima sugestão.
Não era bem isso o que eu queria… rs
A Muchova é super talentosa; uma craque! Merece muito o título!
Na República Tcheca as ex-tenistas são bastante utilizadas como treinadoras. O Brasil precisa melhorar neste aspecto.
Não temos respeito com a atleta em atividade, vide o que fazem com a Bia, você acha que ela por exemplo iria querer prosseguir sendo desrespeitada?
Temos respeito com ela. Mas realmente, muitos não tem!
Parabéns, Dalcim! Vc cantou essa pedra logo no primeiro post sobre as expectativas para o feminino de Wimbledon, listando nada menos que 6 tenistas tchecas como destaques dessa edição (atrás somente das 7 estadunidenses). Dito e certo.
Este poderá ser apenas o segundo Slam a ser decidido sem a presença de Sinner ou Alcaraz na finalíssima desde início de 2024. E de forma consecutiva. Bastará Nole aprontar mais uma vez! O circuito agradece.
Foi muita estranha essa mudança. Nunca tinha visto isso em nenhum torneio antes, ainda mais com jogador da casa, que geralmente é favorecido de alguma forma, como jogar na Central em rodadas iniciais. Bom, evidentemente ficou melhor pro Djokovic jogar depois com um pouco menos de calor e sol na cara, mas não é isso que vai decidir o jogo.
Fico imaginando o pavor de Gilvan, Marquinhos, Daniel C e vários outros com a mínima possibilidade do sérvio avançar à final. Estão só na miúda, alguns há uma semana já.