Djokovic avalia que não jogou tão bem e que recorde não é prioridade

Novak Djokovic (Foto: Edward Whitaker/AELTC)

Londres (Inglaterra) – Apesar da classificação para as quartas de final de Wimbledon pela 17ª vez na carreira, Novak Djokovic avalia que não jogou tão bem na partida deste domingo contra o russo Roman Safiullin, 132º do ranking. Ainda assim, entende que o bom resultado dá a oportunidade de crescer ao longo da competição.

“Para ser sincero, não me senti muito bem em quadra. Fiquei aliviado por conseguir sair com a vitória”, disse Djokovic após a vitória por 7/6 (8-6), 6/3, 3/6 e 6/3, após 3h26 de partida. “Honestamente, satisfação e prazer não fizeram parte deste triunfo. Claro que estou feliz pelo resultado, mas não gostei da forma como joguei.”

Ex-número 1 e atual sétimo colocado no ranking, o sérvio explicou que o desempenho também foi consequência do alto nível apresentado por Safiullin. “Fisicamente eu estava bem. O problema foi o meu jogo. Não consegui encontrar o nível que busco, principalmente o que apresentei na segunda rodada. Ele me pressionou muito e fez uma grande partida. Mas vitória é vitória, mesmo quando ela vem sem brilho. Espero conseguir evoluir a partir daqui”.

+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp

Mesmo sem ter encontrado seu melhor tênis, o heptacampeão ressaltou que partidas como essa fazem parte da trajetória em Grand Slams. “Eu gosto da batalha. Até gosto, de certa forma, do sofrimento, embora nunca o deseje. Quando acontece, você precisa lutar e encontrar uma maneira de vencer. Foi isso que fiz novamente diante de um adversário inspirado. O mais importante é sempre encontrar um caminho para a vitória”.

Com o resultado, Djokovic chegou à 106ª vitória em Wimbledon e estabeleceu um novo recorde na chave masculina da competição, superando as 105 de Roger Federer. No entanto, minimizou a marca. “Sinceramente, isso não está entre as minhas prioridades. Nem estava pensando nisso. Só fiquei sabendo depois da última partida. Neste momento, é algo realmente pouco significativo para mim”.

Perfeccionista assumido, o veterano de 39 anos reconheceu que costuma ser bastante exigente consigo mesmo após deixar a quadra. “Sempre quero apresentar meu melhor tênis, tanto por mim quanto pelo público. Nem sempre isso é possível e às vezes é difícil aceitar. Logo depois da partida, essas sensações ficam mais fortes. Agora é seguir em frente, aprender com o que aconteceu e tentar jogar melhor na próxima rodada”.

O heptacampeão enfrenta nas quartas de final o canadense Félix Auger-Aliassime, número 4 do mundo, que derrotou o espanhol Alejandro Davidovich Fokina por 6/7 (4-7), 7/6 (8-6), 6/3, 6/7 (2-7) e 6/1. O sérvio tem uma vitória e uma derrota no histórico contra Auger-Aliassime, ambas em 2022.

Subscribe
Notificar
guest
5 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Daniel
Daniel
14 dias atrás

Sem duvidas o GOAT da chatice de todos os esportes

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
14 dias atrás
Responder para  Daniel

Chato mesmo, dia após dia ver o melhor tenista da história melhorando seus feitos.

Fernando Venezian
Fernando Venezian
15 dias atrás

Contra adversários medianos, o Nole arruma um jeito de ganhar! É preciso subir o sarrafo contra o italiano!

Gusmão
Gusmão
15 dias atrás

Força Djokovik para mais recordes.

Está jogando em nível dos melhores.
Não pare de jogar cedo.

Marco Aurelio
Marco Aurelio
15 dias atrás

Menino!! Ganha logo seu 25° GS, aposente-se, e vá curtir a família, os negócios, etc, no estilo de como o Federer está fazendo! Você já está no Panteão dos gigantes do Tennis!!!

Comunicar erro

Comunique a redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nessa página.

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente ao TenisBrasil.