Londres (Inglaterra) – Heptacampeão de Wimbledon, Novak Djokovic fez uma reflexão sobre as tendências do esporte. O sérvio defende que o tênis precisa se adaptar aos novos hábitos de consumo para conquistar as próximas gerações. As declarações fazem parte de uma série de críticas e sugestões apresentadas pelo ex-número 1 sobre os rumos do tênis profissional.
Segundo Djokovic, um estudo realizado pela PTPA (entidade que ele mesmo ajudou a fundar em 2019, mas não tem mais participação direta) mostrou que a idade média dos fãs do esporte é de 61 anos, o que reforça a necessidade de discutir mudanças no circuito.
“Os jovens não vão ficar sentados por quatro ou cinco horas por dia acompanhando uma partida de tênis. A capacidade de atenção mudou e precisamos entender como funciona o mercado atual”, disse Djokovic durante coletiva de imprensa na última segunda-feira.
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Sem colocar em xeque a tradição dos Grand Slam, Nole acredita que os demais torneios deveriam testar formatos mais dinâmicos, com partidas mais curtas e propostas que dialoguem melhor com o público jovem. “Os Grand Slam são outra história. Mas fora deles, precisamos ter coragem para inovar”, acrescentou.
Boa vitória contra Tsitsipas
Em quadra, Djokovic garantiu vaga na terceira rodada após superar o grego Stefanos Tsitsipas por 6/3, 6/4 e 6/2. Esta foi sua 13ª vitória em 15 jogos contra o rival e a 12ª seguida. Sem sofrer quebras, o sérvio saiu de quadra bastante satisfeito com o nível de tênis apresentado.
“Você se sente muito feliz, satisfeito e alegre em quadra quando joga dessa maneira”, disse na entrevista em quadra. “Aquele game em que abri 5/2 foi um dos melhores games de devolução que joguei em muito tempo. Simplesmente fui agressivo nos golpes e estava um pouco mais relaxado, com menos tensão na cabeça”
“Estava com menos preocupação excessiva em antecipar o saque dele, que foi muito preciso e potente durante um set e meio. Uma quebra foi suficiente para os dois primeiros sets. Depois, comecei a ler melhor o saque dele. Ele errou bastante o primeiro serviço no terceiro set, o que me deu algumas oportunidades”, avaliou o sérvio.
Djokovic volta à quadra na próxima sexta-feira para enfrentar o francês Arthur Rinderknech, 28º do ranking, em confronto inédito no circuito, com chance de reencontrar João Fonseca nas oitavas de final, após a vitória brasileira em cinco sets no saibro de Roland Garros.












Mudanças para tornar o tênis mais dinâmico: 1. Acabar com “Segundo Serviço” e deixar apenas um serviço como no Volleyball; 2. Acabar com o “Deuce” no 40 a 40, ou seja, quem pontuar após o 40 a 40 ganha o “game”; 3. Ir para o “Tie Break” no empate em 5 a 5, e não em 6 a 6, para que todos os sets sempre terminem com quem vencer 6 games; 4. Acabar com o “Let”, ou seja, acertou a rede no saque, o ponto é do adversário… Somente essas mudanças já trariam muito mais dinâmica ao Tênis!
Eu hein. Let até vai tirar, mas tirar um saque é bizarro. Descaracteriza o esporte. Seria o golpe final para o tênis de tenistas com estilo de jogo distintos. Se for pra tirar 1 saque, é mais fácil desistir de assistir tenis e ir pro pickleball ou beach.
Se mudarem mais ainda, vão matar o tênis. Já acabaram com o quinto set longo pra dinamizar o jogo. A única coisa que vejo que poderia ser repensada são os games longos: deveriam limitar o número de iguais para cinco no máximo e então partir para o ponto decisivo.
Eu acho que tem duas questões aí. A questão do estilo de jogo, técnicas pra se praticar o esporte, e a questão do tênis como um negócio. A questão do estilo de jogo, da forma como o esporte é jogado, a tendência é mudar mesmo conforme as gerações vão se sucedendo. A mudança dos estilos de jogo, da forma como o esporte é praticado, muda em decorrência da evolução do ser humano. Conforme um estilo de jogo, uma metodologia vai sendo descoberta e aprendida pelos praticantes, como são competições, os competidores buscam desenvolver novas técnicas pra superar os rivais, pois os jogadores, de tanto estudarem um ao outro, acabam criando formas de neutralizar os pontos fortes de cada rival e assim, aqueles que ficam conhecidos são obrigados a criar novas armas para continuar ganhando e com isso o esporte vai mudando. Algumas reclamações aqui acredito que são normais e imagino que venham desde a criação da modalidade. A geração de 1900 deve ter reclamado da modernidade da geração de 1920, que reclamou da modernidade da geração de 1940, que reclamou da modernidade da geração de 1960, e assim por diante. E hoje, o público que se acostumou a assistir o tênis nos anos 2000 está reclamando do tênis praticado nos anos 2020. E essa choradeira deve continuar até o final dos tempos. Com relação à modalidade tênis como negócio, os envolvidos devem estudar a melhor forma de tornar o esporte mais atrativo mesmo, porque os atletas estão exigindo cada vez uma maior premiação e isso só será possível se o esporte for atrativo e houver público disposto a pagar para assistir aos jogos.
Na minha “reles” opinião:
1 – acabar com let;
2 – acabar com o 5o set (deveria ser um super tie break de 10 pontos);
3 – torneios ATP 250 (somente para tenistas com ranking de 50 em diante);
4 – torneios ATP 500 (somente tenistas com ranking de 11 a 49);
5 – ATP 1000 e Grand Slam (todos até ranking 150)
6 – idade mínima de 18 anos e máxima de 39 anos (em todos os torneios);
7 – proibição de maiores de 21 anos em participar de torneios Challenger;
8 – maiores de 40 anos participar apenas de torneios Sênior;
9 – acabar com wild cards para tenistas em vias de aposentadoria e aposentados;
10 – redistribuir as categorias de torneios em todos os continentes.
Debater o assunto, que é bom, ninguém fez. A dissensão aqui, deve ser central. O tênis é longo e de nicho, deve repensar alguns aspectos para se tornar mais atraente.
Infelizmente o tenis vem perdendo a magia, e ele é um dos fatores responsáveis, justamente pelo seu estilo de jogo pragmático que vence mas nao encanta.
Também depois do Djokovic, houve uma entressafra de ídolos e grandes jogadores, só retornando esse hiato de mais de dez anos com Sinner e Alcaraz.
Mas olhando mais para trás ainda, o tenis virou esse esporte de tesnistasde jogo sem graça quando resolveram padronizar a velocidade para baixa em todo o circuito. Isso matou os estilos de jogo e por isso hoje todo mundo joga mais ou menos igual.
O homi te machucou mesmo, hein!?
Falei alguma mentira? Sou apenas realista, não sentimentalista.
Só vi ressentimento no seu comentário.
Em qualquer esporte a única coisa que os fãs querem ver é o embate entre os melhores. Grandes lutas, entrega e ao final o vencedor sendo merecidamente coroado.
Mas eu entendo os fãs do Federer que comemoravam até quando a bola batia na rede e morria do outro lado.
Não faz bem te chamar de mentiroso, mas que faltou verdade, faltou.
Falou. Dizer que não encanta logo depois de quase todos os golpes do tênis executados magistralmente é completamente fora da realidade. Djoko só não precisou dar smash ontem. Fique só com os dois lobs, um de esquerda e um de direita pra quebrar o grego no terceiro set pela segunda vez.
Rapaz, seu negócio não é o esporte. É detonar o tenista.
Ele não te encanta, como não encanta vários. Mas me encanta, como a milhões de fãs pelo mundo.
E aí, vamos atender a quem?
E outra barbaridade dita e repetida: o esporte não ficou lento, pelo contrário, está voando.
Basta assistir um jogo entre Sinner e Alcaraz, em qualquer piso para ver isso.
Djokovic não voa mais porque suas asas estão sentido o peso da idade, haja vista várias bolas que o grego fez winners ontem, que em outros tempos, não seriam, mas usa toda sua habilidade para compensar a falta de pernas para fechar uma partida dessas em uma hora e poucos minutos, misturando um festival de lindos golpes.
Mais uma vez, seu problema não é o esporte e seria ao menos coerente de sua parte, reconhecer que a fala dele faz todo sentido.
Forte abraço.
Você quer contrariar a história apenas para tentar me descredibilizar. Estude mais. Se você estudar, verá que houve sim um movimento dos organizadores para deixar o jogo mais lento e ter rallys mais demorados.
Hoje os tenistas estão tentando ser mais agressivos e os equipamentos tambem ajudam, mas comparando as partidas do início dos anos 2000 com as atuais há um aumento de tempo de 10 a 15% de acordo com pesquisas numa IA.
Eu não fui a política de quem fez campanha para tornar lento o tênis, fui ao fato. As trocas de bolas são extremamentes mais rápidas e ninguém contesta isso.
Jogos de 10-15% mais longos nem de longe quer dizer mais lentos.
Sinner e Alcaraz duelaram por mais de 5 horas em RG, assististes?
O que teve de lento nele?
Lento no caso, é ter mais rallys. O relógio implantado para o saque tambem contribui para partidas mais longas, pois todo mundo acaba usando todo o tempo disponível para sacar. E o seu exemplo nao é válido, o saibro não foi alterado, o que foi alterado foram os outros pisos para parecerem mais com saibro.
Beleza, vamos ao US Open então, na final do ano passado.
O tempo do saque é justamente para trazer menos tempo de descanso para dar o golpe.
Tenista que sacavam rápido, como Mr. Federer continuaram sacando, já Nadal e Djokovic demoravam mais e tiveram que se adaptar, ou seja, isso foi para diminuir o tempo e não aumentar e deu certo.
Ter mais rallies não quer dizer que o jogo está mais lento, mesmo tendo sua duração maior.
Melhor definir qual sua questão.
Eu ouvi esse mesmo papinho do ex-marido da Shakira, o ex-jogador do Barcelona, Piquet, que inventou uma gincana esportiva para tentar tornar o futebol mais atrativo, uma tal de Kings League. Os caras se acham tão iluminados que acham que vão reinventar o futebol, o tênis, esportes centenários, com base nas suas próprias visões de mundo, voltadas para o próprio umbigo. É bom destacar que, geralmente, essas ideias “inovadoras” têm muita grana envolvida por trás. O sérvio não engana ninguém.
E as “grandes” ideias do Piquet, simplesmente matou uma das melhores competições do tênis. A Copa Davis… Que lotava as quadras/estadios… Mobilizava países… Jogos de cinco sets que revelavam improváveis heróis… Estratégias… Nervos ao limite… Ganhar a Copa Davis era comparável a glória de um Grand Slam…
E hoje virou um torneiozinho para agradar os dirigentes italianos… Com arquibancadas vazias… Com os principais jogadores do circuito simplesmente dando as costas para essa Davis sem alma…
Exatamente
Sim, o mesmo Piquet que destruiu a Davis.
Essa turma que chega com ideias mirabolantes (que ninguém pediu) sempre está com intere$$e$ diversos daqueles que eles dizem.
Sério mesmo? Fale mais a respeito.
Aguardando…
Quem financiou a PTPA, Maurício? Deve ser o mesmo grupo que está por trás dessa ideia “inovadora” de tênis trazida pelo sérvio. Quando o cidadão chega com um discursinho pronto desses, temos de levantar a orelha e ficar atentos.
Interessante seria saber quais espécies levantam orelha para ouvir…
E não “ouvi” nenhuma ideia mirabolante durante entrevista do gigante Novak Djokovic.
Muita grana é o que bem o sérvio tem.
Não precisa de mais.
61 anos de idade média do atual público, e isso é verdade, basta ver as caras dos que estão lotando as quadras em Wimbledon é um dado que preocupa.
Daqui em diante, como será quando não estiverem mais presentes?
O próprio torneio tradicional já andou dando mostras que manter tradicionalidade 100% centenária, não é viável e ninguém quer mudar o esporte.
Deixe a figura Novak Djokovic de lado e verás isso de forma bem diferente.
Experimente.