Londres (Inglaterra) – Taylor Fritz está de volta às quartas de final em Wimbledon, mas sabe que tem um caminho complicado rumo à final inédita. Após superar o cazaque Alexander Bublik em sets diretos, o norte-americano agora aguarda quem passar entre o alemão Alexander Zverev e tcheco Jiri Lehecka. Ele também elogiou o jovem britânico Arthur Fery, que está no mesmo setor e pode cruzar seu caminho em uma eventual semifinal.
Convidado da organização, Fery despachou o experiente búlgaro Grigor Dimitrov em cinco sets e conta com o apoio da torcida para fazer história no All England Club. O anfitrião encara na sequência o italiano Flavio Cobolli, cabeça de chave 9, contra quem tem uma vitória no histórico.
Fritz afirmou que conhece bem o britânico e descarta a condição de favorito em eventual duelo na penúltima rodada. “Eu sei o bastante sobre o Arthur. Treinei com ele em Londres antes do ATP Finals de 2024 e ele sempre vencia”, confidenciou o sexto pré-classificado em Wimbledon.
Fourth round: Aced
Taylor Fritz seals his spot in a third consecutive Wimbledon quarter-final in style! pic.twitter.com/2LGrwj8bYh
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O norte-americano teceu diversos comentários positivos a Fery e exaltou a capacidade do jovem de 23 anos. “Ele já estava jogando bem naquela época e ganhando sets e games jogando do fundo. Pensei: ‘esse cara é muito bom, sabe jogar mesmo’. Ele tem uma direita muito boa para o tamanho dele e um saque inacreditável”, destacou.
Embora jamais tenha enfrentado Fery pelo circuito profissional, Fritz garantiu estar ciente do potencial do atual número 114 do mundo. “Não me surpreende em nada que ele esteja conseguindo resultados expressivos. Eu já sabia desde a época em que treinamos como Arthur podia jogar em alto nível”, prosseguiu.
Satisfação com boa forma e a busca por ajustes pontuais
Satisfeito com o nível apresentado após se recuperar de tendinite no joelho direito, o norte-americano analisou seu desempenho recente. “Na grama, o saque passa mais pela quadra e me dá mais ritmo para trabalhar. Meu slice fica baixo, atravessa bem a rede e chega muito rápido no adversário, o que dificulta que ele me ataque na primeira bola”, disse.
“Quando fico muito em cima da linha de base, não consigo me defender bem. Na grama, porém, meu slice funciona melhor porque a bola desliza e incomoda mais”, prosseguiu. Antes de Wimbledon, Fritz ganhou ritmo de jogo após os vice-campeonatos em Stuttgart e Halle.
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Sobre ter atuado na Quadra 1 novamente, o atleta de 28 anos considerou positiva a manutenção por conta da adaptação. “Jogar sempre na mesma quadra dá uma pequena vantagem. Você pega o jeito, se acostuma com as condições e isso pode ajudar”, assegurou.
Taylor on a tear ? @Taylor_Fritz97 gets it done in straights over Bublik for a fourth Wimbledon quarter-final!#Wimbledon pic.twitter.com/8qnrvCboV0
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“Também sou supersticioso, gosto de repetir as mesmas coisas. Se você joga na mesma quadra todos os dias, ganha uma boa sensação dela. Essas pequenas margens às vezes fazem diferença. No fim das contas, os jogadores mais bem ranqueados conquistaram esse direito de jogar sempre na Quadra Central”, relativizou.
O norte-americano ainda salientou a boa fase, mas espera evoluir. “Estou me sentindo bem. Só é um pouco diferente porque meus dois últimos jogos foram muito dominados pelo saque dos dois lados, então quase não houve trocas de fundo. Houve menos ritmo nas minhas partidas, então é difícil avaliar com precisão, mas me sinto tão bem quanto no ano passado”, resumiu Fritz.
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