Londres (Inglaterra) – A WTA divulgou relatório que acende novo alerta sobre o abuso sofrido por atletas nas redes sociais. Segundo a entidade que comanda o circuito feminino, mais de 12 mil publicações de cunho ofensivo foram direcionadas contra tenistas somente em 2025.
O relatório divulgado na quinta-feira pelo Signify Group, empresa responsável por monitorar esse tipo de conteúdo, aponta que as jogadoras foram alvo de ataques constantes durante a temporada passada. O total é praticamente o mesmo registrado em 2024.
O monitoramento é realizado pelo sistema Threat Matrix, que utiliza inteligência artificial aliada à análise humana para acompanhar publicações nas mais populares redes sociais.
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Embora o volume de ataques permaneça elevado, o relatório destaca avanços no combate ao problema. Aproximadamente 66% dos casos considerados mais graves foram removidos, enquanto 35 contas ligadas a 12 pessoas tiveram seus casos encaminhados às autoridades policiais.
Os apostadores continuam sendo os principais envolvidos em ameaças e agressões. Eles responderam por 42% das mensagens abusivas confirmadas em 2025 e por 59% dos casos classificados como graves. No levantamento do ano anterior, esse percentual havia sido de 48%.
Ataques motivaram reação de jogadoras em 2026
Neste ano, a húngara Panna Udvardy e a italiana Lucrezia Stefanini sofreram com ataques e cobraram providências mais consistentes da WTA. Udvardy chegou a considerar se afastar provisoriamente do circuito depois que sua família recebeu ameaças de apostadores durante um evento na Turquia.
Mais recentemente, a britânica Katie Boulter revelou ter recebido ameaças de morte pelas redes sociais. Depois do relato, diversas tenistas defenderam que as plataformas passassem a exigir verificação de identidade dos usuários para acabar com o anonimato de quem pratica ataques. Em entrevista a TenisBrasil, a jovem gaúcha Pietra Rivoli também comentou o assunto e afirmou que tenta se blindar com ajuda de sua equipe.
Em comunicado, o conselho de jogadoras da WTA afirmou que, apesar de os ataques partirem de um grupo relativamente pequeno de perfis, o impacto sobre as atletas costuma ser enorme. A entidade ressaltou o apoio recebido da WTA e da World Tennis (antiga ITF).
“É reconfortante saber que a WTA e a World Tennis estão tratando esse assunto com seriedade, apoiando as jogadoras e deixando claro que esse tipo de comportamento não é aceitável. O progresso mostrado neste relatório demonstra o valor do trabalho conjunto para identificar comportamentos abusivos, apoiar as atletas e tomar medidas concretas contra os responsáveis”, disse o conselho.
A WTA e a World Tennis asseguram que as medidas adotadas têm surtido efeito, mas pedem um esforço conjunto entre redes sociais, autoridades, outras entidades esportivas e a indústria das apostas esportivas para combater esse tipo de abuso.
O circuito masculino já havia adotado um sistema semelhante de inteligência artificial para coibir a publicação de ofensas e intimidar a ação dos apostadores. Cerca de 162 mil publicações abusivas foram bloqueadas ao longo de um ano.
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Como diria o Quico: “Gentalha”! Não perdoam nem sequer jovens em formação como a Pietra e a Nauhany!